Jovens Urbanos

Sobre o Programa

A Fundação Itaú Social contribui para a formação integral de jovens que vivem em grandes centros urbanos. Os principais objetivos do programa Jovens Urbanos são desenvolver competências e habilidades para ampliar o repertório sociocultural dos jovens em situação de vulnerabilidade na perspectiva da educação integral. Para isso, são estimulados aprendizados que colaboram para o acesso ao mundo do trabalho, além de do uso de equipamentos e bens culturais e sociais disponíveis na cidade.

Desde 2004 o programa envolveu cerca de 80 ONG em sua execução e teve a participação de mais de 10 mil jovens. A sétima edição, realizada na capital paulista em 2012, contemplou 960 jovens dos territórios de Cidade Ademar e Jardim Ângela, na Zona Sul, e do Jardim Helena e São Miguel Paulista, na Zona Leste. Em 2013 serão contemplados os territórios Brasilândia e Capão Redondo, com 480 participantes.

Com o acompanhamento de um educador, os jovens reúnem-se em três encontros semanais, com duração de quatro horas diárias, e se envolvem em oficinas sobre diferentes temas, como fotografia, mundo do trabalho, mobilidade urbana, sexualidade, sustentabilidade, empreendedorismo, cultura e mundo digital, reciclagem, entre outras.

Vivenciam diferentes estratégias de formação, circulando pela cidade, e também identificam áreas temáticas em suas comunidades para as quais desenvolvem em grupo ações de intervenção que promovam melhorias. Após a fase de formulação, os jovens têm quatro meses para implantar os projetos.

As duas primeiras edições do programa foram realizadas nos bairros paulistanos de Campo Limpo e Brasilândia, em 2004 e 2005. A terceira (2007), a quarta (2008) e a quinta edições (2009) foram realizadas nos bairros de Lajeado e Grajaú.  A sexta edição, em 2011, contemplou os distritos de Lajeado, São Miguel Paulista, Grajaú e Ipiranga.  Em 2006, foi realizada uma edição nas regiões de Jacarezinho, Manguinhos e Santa Cruz, no Rio de Janeiro.

O programa integrou, em 2009, o Guia de Tecnologias Educacionais, publicação anual do Ministério da Educação cujo objetivo é disseminar processos, programas, ferramentas e recursos pedagógicos de ponta.

Ainda em 2009, foi lançada a publicação Jovens Urbanos – Sistematização de uma Metodologia, com o propósito de contribuir para a discussão sobre o assunto. O livro, destinado a institutos empresariais, fundações, empresas privadas, órgãos públicos e ONGs que atuam ou pretendem trabalhar com esse segmento, traz o passo a passo de implementação e compartilha todas as etapas da metodologia do programa.

Expansão

A expansão do programa para o estado de Minas Gerais começou em 2011, onde mais de 500 jovens de Pouso Alegre foram atendidos em parceria com o governo estadual, por meio do programa Poupança Jovem.

Desde 2012, o Jovens Urbanos vem sendo implantado no município de Serra (ES), território com alto índice de vulnerabilidade social da Região Metropolitana de Vitória, no qual foram  formados 480 jovens residentes na região e matriculados no Ensino Médio.

 

Como funciona


A implementação divide-se em três etapas fundamentais: ações preparatórias, execução do programa e acompanhamento dos projetos dos jovens. Para garantir a qualidade das ações, são realizadas estratégias de monitoramento durante a execução dos processos.

Ações preparatórias

A etapa de ações preparatórias tem duração de dois meses. Nessa fase são realizadas as atividades de prospecção e definição das regiões de intervenção do programa, o estabelecimento de parcerias com o poder público e com diferentes instituições da cidade, e a execução dos processos de seleção das ONGs locais, dos educadores, dos jovens e dos assessores tecnológicos. Também são realizadas as ações de formação inicial e de alinhamento estratégico com os dirigentes, os educadores e os coordenadores das ONGs.

As ações preparatórias sustentam-se no princípio de respeito e valorização das singularidades presentes no contexto social dos territórios. Esse aspecto tem importância vital, pois é durante esse período que se produzem as condições técnicas, institucionais e políticas fundamentais para a implantação do programa nas regiões selecionadas.

Execução do programa

A execução do programa tem duração de 10 meses e divide-se em duas fases. A primeira consiste na formação dos educadores das ONGs executoras e na formação dos jovens participantes, com foco em três temas principais: juventudes e culturas em ação nas metrópoles; juventudes e tecnologias contemporâneas; e juventudes e o mundo do trabalho.

O programa possibilita a exploração da cidade pelos jovens de forma que possam reconhecer nos ambientes educativos, culturais, multimidiáticos, de comunicação, industriais, entre outros, os modos produtivos e o emprego de tecnologias variadas nas atividades ali desenvolvidas. Também oferece a eles oficinas de experimentação, com a contratação de assessores especializados em diversas áreas a fim de ampliar e enriquecer suas perspectivas.

Na segunda fase os jovens elaboram e põem em prática um projeto de intervenção na cidade, sob a orientação de assessores técnicos e com o apoio de redes institucionais locais.

Acompanhamento dos projetos

O acompanhamento dos projetos de intervenção é uma importante estratégia de suporte e aprimoramento das ações desenvolvidas pelos jovens. Sua implementação é responsabilidade tanto das ONGs locais quanto da equipe de coordenação técnica do programa.

Para colocá-lo em prática, as equipes responsáveis adotam algumas estratégias, como a produção de relatórios pelos assessores; a realização de visitas técnicas; a execução de entrevistas com os jovens; a criação e a manutenção de blogs dos projetos; e o acompanhamento orçamentário dos projetos de intervenção.

Monitoramento

Trata-se de um processo permanente e contínuo que se inicia na identificação da ação e acompanha o programa ao longo de toda a sua execução. Dessa forma, é possível verificar o progresso das atividades, por meio de instrumentos de observação sistemática, com foco em metas, o que permite dar um retorno sobre o programa aos seus parceiros, colaboradores e executores.
São produzidos relatórios periódicos de monitoramento, que, ao reunir todas as informações sobre o andamento do PJU, possibilitam a tomada de decisões para o aperfeiçoamento do programa.

Disseminação da tecnologia

Em 2013 será iniciada a disseminação do programa e lançada uma publicação que sistematizou a sua metodologia. A tecnologia social do Jovens Urbanos é adaptável a diferentes territórios e, portanto, flexível para contemplar a diversidade dos vários estados brasileiros.

 

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