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Ajudando a formar jovens cidadãos

O Programa Jovens Urbanos foi criado pela Fundação Itaú Social para oferecer formação qualificada aos jovens das periferias das grandes cidades. Segundo o Censo do IBGE de 2000, o Brasil tem aproximadamente 34 milhões de jovens, cerca de 1/5 da população.
Desses, quase a metade não completou o ensino fundamental ou médio, principalmente nas regiões metropolitanas.

O problema da baixa escolaridade unido ao desemprego e poucas oportunidades de acesso à cultura transforma cada jovem num alvo preferencial para o envolvimento em situações de vulnerabilidade social. Apenas na cidade de São Paulo existem 2 milhões de jovens de 16 a 24 anos (IBGE 2001). A expectativa de conclusão da educação básica é de apenas 52% desses jovens, que levam em média 12 anos para cumprir essa trajetória. Num quadro como esse, o Programa Jovens Urbanos é mais do que bem-vindo, porque, através de ações efetivas, ele ajuda o jovem a encontrar o seu lugar na sociedade.

Conheça os objetivos do Programa Jovens Urbanos

O principal objetivo do programa é permitir aos jovens melhores níveis de escolaridade, desenvolvimento de competências e habilidades. Além disso, visa a ampliar os horizontes culturais e sociais dos jovens de baixa renda, dando acesso ao mundo do trabalho e oferecendo a oportunidade de intervir na comunidade onde vivem para melhorar a qualidade de vida da população local.

Entenda como o programa funciona

O Jovens Urbanos tem duração de dez meses. Durante esse período, os jovens participam de oficinas de leitura, apreciação e produção cultural e artística e expressão corporal.

Com o apoio de especialistas, aprendem a identificar as prioridades e interesses das comunidades e desenvolvem projetos para melhorar a qualidade de vida da população. Também participam de vivências grupais e, a partir da descoberta de seus talentos, traçam novos rumos de vida.

O programa tem um importante diferencial: oferece aos jovens a aprendizagem de tecnologias apropriadas*, processo de produção de alternativas simples, criativas e de baixo custo que ajudam a melhorar as condições de vida. A partir do tema “habitar e pertencer”, os jovens nas oficinas ganham conhecimentos técnicos e utilizam recursos para intervir em questões que afetam o dia-a-dia das pessoas em seu bairro. Para essa aprendizagem, o Jovens Urbanos conta com o suporte de profissionais da área de tecnologia.

Também faz parte do processo o desenvolvimento da comunicação, por meio de leitura de textos de jornais, revistas, mapas, gráficos, entre outros. E a produção de textos em diferentes suportes, como websites, relatórios, cartas e reportagens.

Ao final da formação, os jovens serão acompanhados por mais seis meses. Essa etapa será desenvolvida por voluntários do Programa Itaú Voluntário. Eles incentivarão os jovens a continuar sua escolarização e ingressar em cursos técnicos profissionalizantes ou pré-vestibulares.
Para viabilizar o programa, a Fundação Itaú Social trabalha lado a lado com parceiros governamentais e da sociedade civil, como: Secretaria Estadual de Assistência e Desenvolvimento Social, Secretaria Municipal de Assistência Social, Instituto de Cidadania Empresarial, Instituto Brasileiro de Estudos e Apoios Comunitários e Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – Embrapa. A coordenação técnica é do Cenpec – Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária. A operação envolve uma ampla articulação com organizações não-governamentais que atuam na formação dos jovens.

A primeira edição do programa já atende a 480 jovens, de 16 a 24 anos, dos bairros de Campo Limpo e Brasilândia (zonas Sul e Norte de São Paulo) que apresentam quadros de vulnerabilidade juvenil. A partir de 2005, a idéia é estender a ação a outros municípios.

A ação de formação dos jovens está sendo realizada por 6 ONGs de Campo Limpo e 4 de Brasilândia. Para alinhar o processo, o programa oferece formação aos profissionais dessas instituições durante todo o período. Em uma jornada de 120 horas, eles recebem formação sobre princípios, concepções e metodologia do trabalho educativo com jovens, além de conceitos e procedimentos na utilização de conceitos cartográficos, tecnologias apropriadas e culturais.

O objetivo é fortalecer as ONGs que já desenvolvem ações socioeducativas com os jovens em seus territórios, tendo como fundamento o respeito à potencialidade das organizações em reunir jovens para trabalho inovador e irradiar ações comunitárias.

A articulação da Fundação Itaú Social com o setor governamental para a implantação do programa possibilitou oferecer aos jovens bolsa-auxílio, no valor de R$ 60,00 mensais, concedida pelo governo do Estado de São Paulo.

Uma vez concedido o auxílio, o programa acompanha a freqüência e o desempenho escolar dos jovens no ensino regular e supletivo. A Secretaria Municipal de Assistência Social oferece bolsa-alimentação às ONGs que executam o programa.

* Por tecnologia apropriada entendem-se estratégias e instrumentos criados pelas ciências e passíveis de apropriação por comunidades populares para seu desenvolvimento.