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Crianças aprendendo a gostar de ler e escrever.
Professores desenvolvendo a competência de ensinar a produzir textos.

O Programa Escrevendo o Futuro, criado pela Fundação Itaú Social em 2002, tem como objetivo contribuir para o aperfeiçoamento da escrita dos alunos da 4ª e 5ª séries do ensino fundamental das escolas públicas brasileiras e para a formação de educadores, professores polivalentes e de Língua Portuguesa. A Fundação Itaú Social entende que, desta forma, contribui também para a melhoria da qualidade de ensino. Afinal, saber ler e escrever com competência é muito importante para a plenitude das pessoas, pois além de ser imprescindível para o sucesso na vida profissional, o domínio da leitura e escrita é fundamental para a constituição da cidadania.

Aprender a ler e escrever e, principalmente, aprender a gostar disso, está diretamente ligado ao método de ensino. Escrever apenas como exercício escolar, de forma padronizada e mecânica, tendo somente o professor como leitor, é pouco para uma criança que, com a orientação adequada, certamente inventa e desenvolve-se, transcendendo a clássica escrita escolar, preparando-se melhor para ler e escrever os diferentes gêneros de texto que circulam fora da escola.

Para formar leitores e escritores competentes de fato, é preciso que os alunos trabalhem ao longo dos anos escolares com a maior diversidade possível de gêneros textuais, escrevendo em situações definidas, com finalidades também definidas, para serem lidos por leitores que não sejam apenas o professor. É o caso dos textos que concorrem ao Prêmio Escrevendo o Futuro. No início da preparação para o concurso, orientados por seus professores, os alunos sabem que escrevem para concorrer e que seus textos serão lidos por leitores de diversas partes do país. Essa situação de produção certamente estimula o aluno a preparar-se para escrever um texto que impressione bem seus futuros leitores, dando conteúdo à sua escrita e, ao mesmo tempo, cuidando do modo como escreve.

Conheça os objetivos deste programa

Entenda como o Programa Escrevendo o Futuro funciona

O programa se realiza em duas vertentes: o Prêmio e a Formação de professores.
No período do Prêmio, que ocorre nos anos pares, são organizadas oficinas de leitura e escrita, realizadas pelos professores e seus alunos com a utilização do material de apoio - o Kit Itaú de Criação de Texto. O Kit é composto por três fascículos, cada um direcionando as atividades para o trabalho com um gênero textual específico. Ao final do processo de formação que acontece durante os anos pares, o programa premia nacionalmente os textos produzidos pelos alunos em oficinas realizadas nas escolas. Nos ímpares, realiza ações de formação presenciais e a distância de educadores, análise e publicação dos textos dos alunos semifinalistas e dos relatos de prática dos professores.

Veja alguns resultados do Programa Escrevendo o Futuro

O quadro a seguir mostra os bons resultados do programa, em números.

EstadosNúmero de escolas inscritas
Acre 72
Alagoas 74
Amapá 34
Amazonas 94
Bahia 274
Ceará 818
Distrito Federal 34
Espírito Santo 304
Goiás 522
Maranhão 141
Mato Grosso 126
Mato Grosso do Sul 150
Minas Gerais 1.642
Pará 104
Paraíba 161
Paraná 1.242
Pernambuco 482
Piauí 105
Rio de Janeiro 689
Rio Grande do Norte 166
Rio Grande do Sul 682
Rondônia 85
Roraima 90
Santa Catarina 227
São Paulo 2.034
Sergipe 66
Tocantins 126
Total 10.544

>> Conheça os resultados da última edição do Prêmio realizada em 2004.

Formação de professores: ação que ocorre nos anos ímpares, com o objetivo de contribuir para um ensino de leitura e escrita efetivo e de qualidade. Assim, em 2003, além da entrega de materiais de apoio pedagógico, realizou-se a formação de professores, com atividades presenciais, através de oficinas e a distância, por meio de assessoria via cartas e e-mail de videoconferência envolvendo cerca de 500 professores.

Foram oferecidas 40 horas de formação de professores em cada uma das 14 cidades-pólo das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste: Aracaju, Boa Vista, Campo Grande, Cuiabá, João Pessoa, Natal, Palmas, Recife, São Luís, Goiânia, Caldas Novas (GO), Itabuna (BA), Fortaleza e Maranguape (CE).
A parceria de todas as UNDIMEs envolvidas e o apoio de algumas prefeituras, secretarias estaduais e municipais foram fundamentais em todas as etapas de realização dessas ações.

Conteúdos e Metodologia

Os conteúdos trabalhados nas atividades de formação foram definidos com base nas solicitações dos professores, em torno de alguns problemas de aprendizagem e dificuldades para produzir textos encontrados em sala de aula. Os principais aspectos mencionados estavam relacionados à dificuldade de escrever textos coerentes e coesos, também, ao uso correto da ortografia, desinteresse pela leitura e pelas atividades escolares em geral. Esses, na verdade, são citados como os principais obstáculos à construção de competências de leitura e escrita.

Videoconferência Tira-Dúvidas

Para auxiliar a capacitação à distância, realizou-se uma videoconferência com o objetivo de responder a algumas das questões prioritárias dos professores e estimular reflexões sobre outros aspectos relacionados à aprendizagem da leitura e da escrita. A parceria da Embratel foi fundamental por permitir o uso de salas e recepção de sinal em vários pontos do País. Em São Paulo, a possibilidade de utilizar espaços do Instituto Itaú Cultural também foi essencial para o bom desenvolvimento dessa ação.

Para a definição dos conteúdos tratados na videoconferência, foram levados em conta, além dos aspectos apontados pelos professores, outros pontos obtidos por carta e em pesquisa realizada pelos participantes das oficinas do 1º semestre, adotando-se metodologias que possibilitaram o alcance e o universo de questões. Eles receberam orientações para entrevistar seis professores de seu município e relacionar as maiores dificuldades por eles encontradas no ensino da leitura e da escrita. Aquelas que os entrevistadores não pudessem responder ou considerassem merecer maior aprofundamento seriam encaminhadas para compor o conjunto de questões que seriam abordadas na videoconferência.

Foram recebidas 300 sínteses de entrevistas, realizadas com aproximadamente 1.800 professores. Com base nas questões mais representativas da maioria, foi elaborado o roteiro para a videoconferência.Foram convidadas para a realização do evento as professoras Elizabeth Marcuschi, da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), e Marisa Lajolo, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).
A videoconferência teve 4 horas de duração, provocando nos participantes a sensação de pertencimento, por poderem se comunicar com professores dos mais diversos lugares do Brasil e compartilhar dúvidas, saberes e outros aspectos comuns da prática docente. Foi produzido um vídeo, contendo o registro da videoconferência, com tiragem aproximada de 200 cópias, para ser enviado aos municípios que não tiveram acesso ao sinal da Embratel e também para ser utilizado como material de capacitação docente nas escolas.

Material de Apoio

Elaborou-se, em 2003, o Kit Vozes, com as publicações “Voz do Aluno”, “Voz do Professor” e o vídeo “Escrevendo na sala de aula”, objetivando:

Leia mais pontos importantes sobre o Programa

Conheça os parceiros do Programa Escrevendo o Futuro

Apoio:

Coordenação Técnica:
CENPEC – Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária

Leia mais pontos importantes sobre o Programa

Material de apoio: o material de apoio do Programa Escrevendo o Futuro oferece suporte teórico-metodológico que solidifica os conceitos expressos no trabalho em sala de aula, sendo um elemento importante de formação continuada. O material oferecido é composto de:

1) Kit Vozes 2003: as ações do Programa em 2002 permitiram a formação de um acervo de cerca de 12 mil textos de alunos de todo o Brasil. Esse acervo constitui uma amostra muito significativa do modo como escrevem as crianças de 4ª e 5ª séries das escolas públicas do país. Os textos foram organizados por Estado e município, e estão à disposição de universidades, pesquisadores e institutos de lingüística. O objetivo do Kit Vozes é divulgar o desenvolvimento do trabalho (envolvimento dos alunos, produção, comunidade, reescrita, etc.). Tudo confirmou a incorporação da metodologia proposta nos materiais do Programa. A análise também mostrou o que esses professores têm em comum: a crença no princípio de que toda criança tem potencial para aprender, capacidade de enfrentar desafios. Foram duas as publicações do Kit Vozes:

2) Vídeos: o vídeo “Escrevendo na Sala de Aula” (7 mil cópias) foi produzido para ilustrar o trabalho com textos de reportagem turística (Viagem pelas palavras), Poesia (Poetas da escola) e artigo de opinião (Pontos de vista). Esse vídeo também registra o trabalho de três professoras de escolas públicas de São Paulo que concretizam as atividades propostas no Kit Itaú de Criação de Textos. Eles têm foco nas atividades feitas com as crianças e revelam, além do sucesso, as dificuldades encontradas.